quando Portugal se deita...
Foi aquando do lançamento do livro "Arquitectura no Algarve" da autoria do Arqº José Manuel Fernandes e da fotógrafa Ana Janeiro, há mais ou menos um ano, que ouvi pela primeira vez esta analogia. Pelo que percebi foi primeiramente ensaiada por Jorge Gaspar, a partir do trabalho de Amorim Girão, e acho que fico por aqui, porque descobrir o ponto zero de qualquer ideia que se fale, parece-me esforço cada vez mais impossível, e até inútil.
Dizem-nos eles todos, acerca da singularidade do território Algarvio, que ele é um Portugal em ponto pequeno. Mas mais ainda, é um Portugal em ponto pequeno deitado, ou , aqui acrescento eu, a dormir imerso em sonhos, a acentuar a posição fetal de descanso. Assim Lisboa é Faro, e Porto é Portimão. E por aí fora: Olhão seria Setúbal, Silves é a "Lamego" algarvia, Lagos é Viana do Castelo (claro!), Albufeira e arredores seriam o eixo Figueira da Foz-Leiria-Coimbra, e as cidades mais algarvias de todas, porque algarvias 2 vezes, seriam então Tavira e Vila Real de Santo António.
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nalogia continua ainda com as unidades geológicas e orlas sedimentares, mas também com o clima, assim como de Norte para Sul, o tempo vai aquecendo, de barlavento para sotavento também.
Assim,eu vivo em Portimão, ou no Porto, conforme a perspectiva, e não me safo de ser uma tripeirinha mignone!

